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Mudança traz segurança jurídica, aponta Fiesp

27.04.2017

 

A maioria das indústrias acredita que a reforma trabalhista traria maior segurança jurídica aos empregadores, mas há uma divisão em relação a seu impacto no ambiente de negócios e ao grau de contribuição para a contratação de trabalhadores. Entre os que acreditam que pode haver incentivo para criar empregos, o aumento seria em média de 5% do quadro de pessoal.

Essas são algumas das conclusões de pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre reforma trabalhista. Foram entrevistados representantes de 495 indústrias paulistas entre os dias 6 e 11 de abril.

Para 77% dos pesquisados, a reforma traria maior segurança jurídica para as empresas, embora 40,8% acreditem que há melhora de ambiente de negócios enquanto 36,2% dos entrevistados avalia que o impacto é pequeno. Apenas 22,2% dos entrevistados concordam que a reforma incentiva muito a contratação de trabalhadores enquanto 45,5% diz que incentiva pouco e 27,5% avalia que não incentiva. Entre os que esperam uma contribuição positiva para a geração de empregos, 24,2% dizem que o aumento do quadro de pessoal seria de até 5% e 33,4% apontam de 5% a 10%.

Para Luciana Freire, diretora executiva do departamento jurídico da Fiesp, o número de empresas dispostas a contratar deve aumentar à medida que a reforma traga segurança jurídica aos empregadores. Segundo ela, hoje as empresas enfrentam um passivo oculto relacionado aos contratos de trabalho. A reforma trabalhista, diz ela, deve trazer uma mudança cultural na qual deve prevalecer sobre o legislado a vontade das partes e a negociação entre interessados.

André Rebelo, assessor de assuntos estratégicos da presidência da Fiesp, explica que entre as empresas que participaram da pesquisa e que acreditam na contribuição positiva da reforma para a criação de empregos, o aumento de quadro previsto é de 5%, em média. Esse, defende ele, é um crescimento importante quando se trata de resultado de mudança legal. Levando em conta o contingente de trabalhadores da indústria, diz, representaria 1,7 milhão de novos postos, algo que representa dois anos de geração de empregos.

Segundo a pesquisa a maior parte das empresas concorda ao menos parcialmente com itens importantes da reforma, como a valorização das negociações e acordos coletivos, dando a esses instrumentos força de lei, a alteração de regras sobre o trabalho em tempo parcial e sobre o trabalho temporário, além da revogação da proibição da divisão de férias para menores de 18 e maiores de 50 anos. Nesses itens, os que concordam totalmente ou em parte chegam a pelo menos 70% dos pesquisados. A existência de um representante eleito dos trabalhadores no local de trabalho conta com concordância de 41,1% dos entrevistados.

Fonte: Valor Econômico  

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